O sentido da razão – Uma resenha sobre S. Freud e a Teoria Psicanalítica



CCO – Autor: Max Halberstadt – S. Freud (1856 – 1939)- Wikipédia

Nas diferentes direções que percorrem a busca conhecimento humano sobre a nossa própria espécie, conhecida como Homo sapiens, o médico austríaco S. Freud (1856 – 1939) fez um valioso corte na Teoria do Conhecimento, talvez o mais importante da contemporaneidade, no que se refere ao estudo compreensivo e explicativo do funcionamento psíquico.

De um espírito investigativo e uma capacidade de articular conhecimentos surpreendente, o estudioso S. Freud trouxe o desenvolvimento e estruturação como método, do que chamou de Teoria Psicanalítica.

Era final do século XIX e início do século XX. Época em que a medicina carecia de melhores instrumentos investigativos e terapêuticos. Identificava-se e diferenciava-se os acometimentos mentais mórbidos, tinha-se muito poder e poucos recursos para o que essa época oferecia, ao mesmo tempo que os asilos/hospícios/hospitais cresciam exponencialmente.

Mesmo desacreditado, contando com poucas, mas importantes colaborações, S. Freud junto ao médico Josef Breuer (1845 – 1925) traz uma nova perspectiva na abordagem do sofrimento mental.

S. Freud durante a vida avançou bastante na Teoria da Psicanálise. Teve importante colaboração do médico psiquiatra suíço C. Jung (1875 – 1961), fundador da Psicologia Analítica e de outros pensadores de sua época. Nos deixando um legado extraordinário a ser trabalhado, como foi, e ainda o é, com a disciplina da Psicanálise.

Já durante o século XX viria outro corte, o psiquiatra e psicanalista francês J. Lacan (1901 – 1981) traz uma novo ângulo à Teoria da Psicanálise. J. Lacan é um grande desafio para quem o estuda, uma linguagem própria de sentidos precisos, reformulou as bases teóricas da psicanálise.


Wikipédia – CCO, Fair use, Link – J. Lacan (1901 – 1981)

No Seminário 1, chamado Estritos Técnicos de Freud, J. Lacan sugere que S. Freud tinha nos colocado, em relação ao conhecimento humano, no sentido da razão.

“A introdução de uma ordem de determinações na existência humana, no domínio do sentido, se chama a razão. A descoberta de Freud é a redescoberta, num terreno não cultivado, da razão.” – J. Lacan (1901 – 1981) – 1953 – (O Seminário – Livro 1, os escritos técnicos de Freud)

Devido às diferentes direções que a Teoria Psicanalítica tomou em interpretações desde sua positivação. Nos diferentes contextos culturais, invariavelmente, foi tomada por diferentes interpretações. Hoje existem diferentes escolas, que seguem diversas direções de estudo, através de diferentes perspectivas(autores).

De todo modo, o discurso freudiano evidencia um novo caminho para o estudo do funcionamento psíquico, articulando um importante método clínico para interpretar e compreender o sofrimento mental, abrindo novas fronteiras para o conhecimento humano.

Como carinhosamente chama o psiquiatra e psicanalista da atualidade francês J. J. Tyszler, S. Freud foi: o “Sherlock Holmes do inconsciente”, e suas contribuições ainda têm muito a nos ensinar.

“Em duas de suas formulações a psicanálise ofende o mundo inteiro e atrai sua aversão; uma delas infringe uma preconcepção intelectual; a outra, uma preconcepção de caráter estético-moral.” ― de “Freud (1916 – 1917) – Conferências introdutórias à psicanálise: Obras completas volume 13” – Kindle Amazon

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