A lenda da fortuna de Tales de Mileto

Na aurora dos lampejos inaugurais do pensamento, entre os séculos VII e VI a. C, Tales de Mileto representou um importante marco para cultura helênica, fundando os germens do que conhecemos como: ciência e filosofia. Além disso, ainda acumulou uma grande fortuna.

Tales de Mileto(c. 624 a.C./623 a.C – c. 548 a.C./546 a.C ) – Domínio Público: Wikipedia – Ernst Wallis et al

Um dos sete sábios da Grécia, Tales , foi reconhecido, assim como a maioria dos pré-socráticos, através de fragmentos das principais obras da época. Isso torna difícil (sem ser especialista – eu não sou) discernir com o passar do tempo, após traduções e traduções, interpretações e reinterpretações, qual era o Tales histórico e o Tales lenda.

Das referências no sentido histórico, acredita-se que Tales era natural de Mileto, uma cidade comercial, dividida em classes sociais que se alternavam no poder entre: aristocracia, plutocracia comercial, e tirania. Também vinha de uma família de boas condições socioeconômicas para época.

Por ser uma cidade comercial, Mileto possibilitava o encontro entre diferentes povos e culturas, possibilitando trânsito das mais variadas pessoas que faziam parte dessa política econômica.

Nesse sentido tornou-se possível para Tales conhecer o Egito, e de lá trouxe muitos conhecimentos que fizeram jus a sua fama, como por exemplo: a matemática, a famosa previsibilidade do eclipse solar, etc.

Aristóteles traz em sua obra Política, uma lenda interessante de como Tales conseguiu sua fortuna.

A ambição pela riqueza movimentava a próspera Mileto. Um funcionamento cultural, em termos culturais gerais, não muito diferente de agora. As especulações sobre o não sabido da vida e do mundo, não era interessante se não rendesse muito dinheiro, para poucos.

Tales com sorte, reflexões, conhecimento, conseguiu racionalizar uma certa previsibilidade utilizando alguns padrões da natureza(talvez posições das estrelas), e previu que o próximo ano seria um ótimo ano de colheita de azeitonas, diferente dos anos anteriores.

Assim, na época de desvalorização entre plantios e colheitas, comprou todos os lagares – locais onde manufaturavam-se azeitonas – de oliva, e quando chegada época da colheira, sublocou os lagares ao preço que quis, fazendo sua fortuna.


“Demonstrou a todos, assim, que os filósofos podem enriquecer facilmente se assim lhes aprouver, mas que sua ambição era outra.” – Aristóteles


Essa e outras histórias sobre a história da filosofia você pode conhecer no livro História da Filosofia Ocidental – Bertrand Russell

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