#1 – A Ciência dos Signos

Como animais da espécie Homo sapiens, utilizamos nossa capacidade de linguagem diferente de outros animais.

Letras, números, logogramas, e outras representação simbólicas, fazem parte de uma incrível dimensão que nos permite registrar em nossa psique o que experimentamos a partir dos nossos sentidos, ato perceptivo, no ambiente que habitamos.

Essa capacidade mental permite simbolizar nossa realidade de diferentes formas. Um exemplo são os signos linguísticos, criados a partir de consensos em formas de sons e símbolos entre diferentes – pelo menos duas – pessoas, possibilitando a comunicação, através do instrumento de linguagem chamado de língua, como: língua portuguesa, inglesa, alemã, chinesa, etc.

Outro exemplo: Se eu, em língua portuguesa, disser a palavra casa para outra pessoa que compreende o português, provavelmente essa pessoa entenderá o que é uma casa, mesmo sem precisar mostrar e explicar o que é uma casa. Se eu disser a palavra casa para um alemão que nunca conheceu essa palavra, ele não terá ideia do que estou dizendo.

A dimensão simbólica é imprescindível para compreender o mundo humano. Diversas mentes brilhantes e curiosas se fiaram ao longo da história, concatenando ideias, linguagens e experiência, criando e agrupando signos(sinais e/ou sintomas), desde civilizações arcaicas (Egito, Grécia) até os dias de hoje.

Portanto, dentre muitos saberes produzidos pela nossa espécie, a ciência dos signos, eventualmente nomeada de Psiquiatria, consolidou-se como parte dos corpos de saberes que se reúnem nos campos de estudo da medicina, servindo de instrumento à prática médica na abordagem ao sofrimento mental.


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