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“A medicina é um monte de ofícios que não têm nada a ver uns com os outros, é uma dispersão incrível. Então o que dá unidade a isso tudo?” – Marcel Czermak

“Se Freud se interessa primeira pela paranoia –  pela parafrenia schreberiana – e suas variantes, é porque nela os efeitos da transferência são solicitados.  Ele não ignorava os trabalhos de Jung sobre a esquizofrenia ou os de Abraham sobre a loucura maníaco-depressiva. Partir da Paranoia é permitir a clínica da psicose aprender o estofo tão particular do propósito delirante e constatar as questões prévias de toda praxis:   O que é a razão? Como interpretamos? O que chamamos de paixão? O que é uma afirmação?” – Jean-Jacques Tyszler/ Luis Sciara

 

“Trata-se, antes de mais nada, de evitar um obstáculo que permanece como cruz de todas as pesquisas históricas em psicologia: a leitura do passado nos termos do presente, que, com a busca dos precursores, parece haver desaparecido dos modernos trabalhos de epistemologia, mas ainda floresce na nossa disciplina.”  Paul Bercherie

“Falar da metáfora é tão metafórico quanto é parcial formular a lógica de uma estrutura. Acontece que esta é necessária para desentocar a ideologia, ainda que caridosa, denunciar a human engineering, ainda que “bem”intencionada, e mostrar que a “reeducação emocional”, mesmo a da genialidade, nada tem a ver com qualquer gesto terapêutico.” – Charles Melman

“A medicina não é um discurso como tal.  O livro de Hamon mostra muito bem, aliás, o ponto que evocamos várias vezes, das incidências econômicas, e quanto a definição da medicina tal como é praticada, é uma definição fundamentalmente jurídica e política. Que o que escapa ali é a transferência.” – Marcel Czermak

Nesse mundo de pixels em linguagens de máquina, também é possível aprender sobre linguagens humanas!

Bem-vindo à extensão da minha imaginação! 

Matheus Guimarães Gomes Rangel 

Médico – CRM: 52.95376-8

R3 Psiquiatria SMS Rio de Janeiro.

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